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Comunicado de Imprensa

Abertura de Terra do Templo de Belém é marcada por forte emoção e espiritualidade de membros do Pará

Cerimônia marca início da construção do nono templo em solo brasileiro que é interpretado como respostas às orações de fiéis santos dos últimos dias paraenses

Belém (PA) — Centenas de membros e amigos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias se reuniram na Avenida Centenário da Assembleia de Deus, na capital do Pará, para participar da cerimônia que formalizou o início das obras de construção do Templo de Belém Brasil. A sessão de Abertura de Terra foi presidida por Élder Marcos A. Aidukaitis, presidente da Área Brasil da Igreja de Jesus Cristo, e contou ainda com a participação de outras autoridades da Igreja, líderes civis, religiosos e comunitários (dentre eles o deputado federal Éder Mauro e o vereador Rildo Pessôa).

O calor de 33º, típico da região, não conseguiu impedir a realização de um evento reverente e espiritual. O céu azul foi recebido como um presente de Deus para esse momento tão importante na vida dos santos de Belém, que retribuíram com uma bela apresentação de coral, cujos hinos tocaram os corações de todos.

 

A data de 17 de agosto de 2019, aguardada desde o anúncio da construção feito pelo Presidente da Igreja, Thomas S. Monson, durante a 188ª Conferência Geral em abril de 2016, entra para a história de Belém. Antes mesmo do anúncio, os santos de Belém ansiavam por um dia terem um templo em sua região. Nos primórdios da Igreja no Pará, os fiéis membros passavam anos se preparando para caravanas ao Templo de São Paulo, Campinas, depois Recife e mais recentemente Manaus.

Após a conclusão da obra, as datas de abertura serão anunciadas e as visitas públicas realizadas, oportunidade única para os amigos que não professam a mesma fé dos santos dos últimos dias conhecerem o interior deste prédio sagrado. Uma data para dedicação também será definida.

Em seu discurso durante a cerimônia, o presidente Aidukaitis convidou todos os presentes a terem uma recomendação ativa para o Templo, explicando que o documento "é um símbolo de termos azeite na lâmpada", uma analogia à Parábola das Dez Virgens.

O presidente da Área Brasil também ressaltou um aspecto importante referente ao Templo de Belém: "A obra que será construída aqui é em honra ao Pai Celestial e a Jesus Cristo". E para melhor agradecer a Deus por permitir a constrição de um templo da região, os santos dos últimos dias devem  "não apenas fazer os convênios no Templo, mas também honrá-los".

"Não basta ser apenas um membro, para entrar no Templo um membro da Igreja precisa ser fiel". - Élder Marcos A. Aidukaitis.

Durante a Oração Dedicatória, algumas importantes promessas foram proferidas. Dentre elas, de que no período de construção do Templo de Belém, "todos os trabalhadores possam ser protegidos e que possam ser inspirados a encontrar soluções para os problemas e desafios que venham a surgir".

Uma benção também foi estendida à vizinhança do futuro Templo: "Que os vizinhos sintam o Espírito da obra e sintam-se alegres ao passar aqui em frente. E que o Templo contribua para o embelezamento desta bela cidade".

Antes de encerrar a Oração Dedicatória, o Presidente Marcos A. Aidukaitis rogou:

"Que esta obra seja um símbolo de luz e uma representação do amor de Jesus Cristo a todos"

Impactos da construção

Estima-se que a construção do Templo de Belém contribuirá para a economia e mercado de trabalho da região uma vez que a previsão é de empregar cerca de 1700 trabalhadores ao longo de todas as etapas da obra.

Cada templo da Igreja de Jesus Cristo possui arquitetura única, o que atrai a admiração de vizinhos, turistas e profissionais de diversas áreas como engenharia, arquitetura, paisagismo etc. O interior do templo exibirá obras de arte e decoração inspiradas na paisagem e cultura paraense.

Esses edifícios são considerados referência em tecnologia sustentável e após concluídos, valorizam a área do entorno ao promover beleza arquitetônica, limpeza e segurança.

A Igreja de Jesus Cristo em Belém

No início de 1975, o irmão João Antonio Dias Filho, militar do Exército, foi transferido de Brasília para Belém. João Dias entrou em contato com o irmão Ieranto Souza e Silva, militar da Aeronáutica, também transferido de Brasília. As duas famílias deram início a um grupo da Igreja e se reuniam todos os domingos na casa de João Dias, que residia na Vila Militar, no centro de Belém.

No mesmo ano, com autorização do Presidente Hélio da Rocha Camargo, da Missão Brasil Rio de Janeiro, foi alugada uma casa, que ficava na travessa Rui Barbosa, no bairro Nazaré, alugada pelos missionários Élder Mathews e Élder Kirkwood, auxiliados pelo irmão João Dias.

“Naquela noite o ramo de Belém foi organizado (18 de setembro de 1975) com João Antonio Dias como primeiro presidente do ramo. Naquele evento histórico estavam presentes, o presidente e a irmã Camargo, João Dias e sua família, Élder Mark Kirkwood, a família Ieranto, uma senhora portuguesa com o nome de Maria Augusta e eu. Trabalhamos muito duro no ensino e até mesmo colocamos a Palavra Falada (nome à época do programa Música e a Palavra Proferida, do Coro do Tabernáculo da Praça do Templo) para ser transmitida por uma das estações de rádio. Fomos às escolas e localizamos um edifício para o primeiro ramo”, recorda o Elder Mathews.

O grupo permaneceu ali até o final de 1976, mudando para a casa na Rua Arcipreste Manoel Theodoro, no bairro Batista Campos. Quando o ramo mudou, o presidente era o irmão Karl Kidman (tenente na Guerra do Vietnam que veio de Utah para Belém com a sua família a fim de estabelecer uma serraria).

O primeiro missionário brasileiro a trabalhar em Belém foi o Élder Munhoz de São Paulo (de abril a novembro de 1976), tendo como companheiro o Élder Vern Christensen, depois o Élder Bloon, e por fim Élder Toniolo, de Curitiba. O Élder Munhoz foi substituído pelo Élder Castro, de Santana do Livramento. Os missionários estavam trabalhando desde o início da abertura do ramo, sem conseguir novos conversos. O esforço e dedicação eram constantes, mas os resultados não apareciam.

O Senhor então providenciou meios para que a obra frutificasse e um dos meios foi através do Élder Bloon. Esse rapaz era um jovem judeu praticante, um excelente arremessador de beisebol, com um brilhante futuro neste esporte nos EUA. Um acidente o impossibilitou de continuar nos esportes. Esse fato deixou-o muito triste e depressivo. Nessa ocasião algo miraculoso aconteceu. Ele teve contato com os missionários, sentiu a confirmação da veracidade da mensagem e converteu-se à Igreja. Foi chamado para servir como missionário no Brasil. Chegou a Belém como companheiro do Élder Munhoz. Um dia, deitado numa rede disse: “eu não sou missionário de gastar sapatos, vamos procurar os jornais”.

No primeiro jornal, não aceitaram fazer entrevistas, em seguida foram ao jornal “O Liberal”, que aceitou fazer uma matéria, publicada na primeira página com o título: “Mórmons já converteram 20 membros em Belém”.

Esse foi realmente o início da fase de batismos em Belém. Pessoas que conheciam os mórmons de outros estados e não sabiam que a Igreja estava estabelecida ali passaram a procurá-la, vários pesquisadores surgiram e inúmeras referências foram conseguidas, resultando em muitos batismos.

A primeira missionária a sair em missão por Belém foi Maria Marta Gonzalez (filha do irmão João José Gonzalez Lopez) designada para a Missão Brasil Porto Alegre de 11 de julho de 1978. E a primeira estaca Belém Brasil foi criada em 29 de dezembro de 1991, com Luiz Carlos Silva dee França como presidente.

No início daquele ano aconteceu a primeira caravana ao Templo realizada pelos santos de Belém, em janeiro de 1991. Um grupo de 40 pessoas saiu da capital paraense no dia 25 e passou três dias na estrada até chegar ao Templo de São Paulo, único templo no Brasil na época.

A partir da capital, Belém, a Igreja se interiorizou para o oeste do estado, na região do Baixo Amazonas, nos municípios de Santarém, Oriximiná e Óbidos; para o nordeste do estado, municípios de Ananindeua, Marituba e distritos de Mosqueiro, Icoaraci e Outeiro (na região metropolitana) e para os municípios de Barcarena, Abaetetuba, Castanhal, Bragança e Capanema.

Hoje, a região de Belém, quem inclui o estado do Amapá, conta com quase 30 mil membros da Igreja de Jesus Cristo, distribuídos em oito estacas, dois distritos e uma missão. Ao todo, são 57 alas e 13 ramos.

Sobre os templos

No mundo há atualmente 209 templos da Igreja em funcionamento, em construção ou anunciados. O Templo de Belém será o nono construído no Brasil. Os demais estão localizados em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Campinas, Curitiba, Manaus e Fortaleza, que se tornou o mais novo (sétimo) templo em funcionamento da Igreja no Brasil, dedicado em 2 de junho de 2019. O Templo do Rio de Janeiro (oitavo) já foi construído e aguarda anúncio de data para dedicação. Além disso, foram anunciados os templos de Brasília e Salvador, que após concluídos e dedicados, completarão 11 templos no país.

Os templos são locais de refúgio e de paz considerados como “Casas do Senhor”, onde os ensinamentos de Cristo sobre casamento, batismo e outras ordenanças que unem as famílias para a eternidade são reforçados. Lá dentro os membros aprendem mais acerca do propósito da vida e fazem convénios de servir Jesus Cristo e o próximo. Sua arquitetura embeleza e traz harmonia em um ambiente de tranquilidade.

Além dos templos, no Brasil há cerca de 1.300 capelas de adoração, que diferentemente dos templos, são usadas para realizar as reuniões aos domingos e eventos educacionais, sociais e esportivos durante a semana.

Os templos fazem parte da história da humanidade desde muito antes do nascimento de Jesus Cristo. No Velho Testamento, Moisés construiu um templo móvel que podia ser transportado, e o mais famoso mencionado nas escrituras sagradas foi o templo construído por Salomão em Jerusalém.

Para saber mais sobre os templos, clique aqui.

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